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AD - Interlagos - Min. Belém
Temos um referencial na liturgia
Muito tem-se falado em renovação. Alguns argumentam que precisamos renovar nossos princípios. Mas essa "renovação", na prática, se confunde com inovação.
Embora muito semelhantes, essas palavras nos impõem profundas divergências no contexto pentecostal. Renovar é mudar para melhor ou melhorar em alguns aspectos, enquanto que inovar é abandonar o antigo, recomeçando de modo diferente.
No meio em que vivemos, presenciamos todos os dias inovações das mais diversas. Algumas, até razoáveis; outras, esquisitas, antibíblicas. Não podem suportar as intempéries do tempo, porque, geralmente, são movimentos baseados na presunção, na porfia.
Esses movimentos estão centralizados, quase sempre, na pessoa do líder. Se esse líder sofrer algum problema de ordem social ou moral, todo movimento sofre as conseqüências, ou seja, vai a pique.
Observamos esses fatos apenas para lembrar que não precisamos copiar ou importar costumes e métodos para manter a estabilidade que o Espírito Santo nos legou até aqui.
Liturgias humanas passam. No, porém, a liturgia dos cultos da Igreja Primitiva. [1 Coríntios 14.26].
Doutrinas meramente humanas logo cedem passagem para outras recém-descobertas. Não, porém, a doutrina dos apóstolos. Rejeitemos essas inovações.
Expurguemo-las do nosso meio.
A renovação de que precisamos não seria melhorar alguns aspectos do que já funcionou, comprovadamente, no início?
E esta nova geração de obreiros não é fruto disso?
O número que dispomos de crentes, templos, obras sociais e pastores porventura não é a prova da eficácia do método de trabalho dos pioneiros?
Podemos, então, julgá-lo obsoleto?
Basta voltar a atenção para a Europa e a América do Norte, celeiros de missionários e bêrçãos dos grandes avivamentos.
Inovaram. Por isso tornaram-se grandes campos missionários. Mudaram o marco estabelecido pelos pioneiros [Provérbios 22.28]. Permitiram a ingerência do deus deste século que, com astúcia, opinou nos negócios da Casa do Senhor [1 João 2.15-17].
A renovação de que precisamos, antes de quaisquer métodos ou estratégias, é o urgente retorno ao altar da oração, da busca da sabedoria e da fé, dos dons do Espírito, indispensáveis na execução das obras de Deus.
Da oração, porque orando torna-mo-nos humildes diante de Deus;
Da sabedoria, porque ela é a mola mestra que norteia decisões;
Da fé, porque sem ela é impossível agradar a Deus.
Renovar sim. Inovar não.
AUTOR/FONTE: Pr. José Wellington Bezerra da Costa é líder da AD em Belenzinho, São Paulo (SP), presidente da CGADB, da Confradesp e do Conselho Consultivo da Missão Portas Abertas, e membro do Comitê Internacional das Assembléias de Deus e do Comitê Mundial Pentecostal. Síntese da sua palestra no 5o Elad. (Também publicada na revista Obreiro, ano 22, no. 11 da CPAD). LIDERANÇA PENTECOSTAL.
NA BÍBLIA: DISSE JESUS:
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." [Atos 2.42].
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