![]()
AD - Interlagos - Min. Belém
É edificante meditar nos primórdios da Assembléia de Deus no Brasil e voltar nossa vista à cidade der Belém do Pará, há noventa anos (em 2000), quando chegaram nossos dois pioneiros. Jovens valorosos e de ampla visão da obra de Deus. Creio que o Espírito lhes comunicava o que pretendia fazer através deles.
A novel igreja foi crescendo debaixo da graça e da poderosa unção do Espírito que operava poderosamente. Alguns críticos vinham simplesmente espionar e voltavam batizados no Espírito Santo.
Assim, nascemos, orando, jejuan-do, e ouvindo o ensino da Palavra de Deus e aquela expressão retórica: Jesus salva, cura e batiza no o Espírito Santo.
Essa é a nossa identidade. Por que não mudamos?
Em nossa cultura, a sociedade não aceita pacificamente uma pessoa trocar seu nome, alterando sua identidade. Essa prática é comum àqueles que fogem ou se escondem da justiça. Não temos tal necessidade.
Então, por que não mudamos? Está escrito que os limites estabelecidos pelos antigos não devem ser removidos [Provérbios 22.28].
A sociedade e a cultura se modernizaram, o desenvolvimento tecnológico tem atingido o mais alto nível. Os métodos de evangelismo são contagiantes e a mídia tem uma grande participação na formação de opiniões.
Em algumas igrejas a liturgia sofreu modificações. Os cultos são "mais dinâmicos"; as palmas, as danças no espírito, o cair no espírito, as risadas no espírito etc, são as grandes novidades dos nossos dias.
Algumas dessas mudanças conseguiram decretar a falência espiritual de algumas igrejas, porque também destruíram os limites que os separava do mundo. Os templos são meros locais de reuniões sociais.
Para alguns grupos que ainda usam o nosso nome, porém já afetados pelo mundanismo, somos os eternos antiquados, os retrógrados do ano 2000.
Afirmam que começar o culto com oração de joelhos, é coisa do passado, o ideal é começar com "corinhos quentes", "sentindo a letra" na transparência e batendo palmas para esquentar (as mãos). Tais "obrei-ros modernos" que nos acusam de radicais, também nos acusam de gastar muito tempo na mensagem, ensinando Bíblia, quando eles já possuem retiros e clubes com boa prática de esportes etc.
Então, por que a Assembléia de Deus não mudou? Porque Deus não mudou; o Espírito Santo não mudou e a Palavra não mudou e Nele "no há mudança nem sombra de variação", Tiago 1.17. O pecado de ontem é o mesmo hoje e continuará nos afastando de Deus. A Igreja do Senhor tem limites; esse limite é o mundo, o pecado, por isso temos compromisso com Ele e sua Palavra.
Entendo que para continuarmos sendo Igreja do Deus vivo, temos que ser coluna e firmeza da verdade, luz do mundo e sal da terra. No jardim fechado de Deus, as plantas são de aroma agradável e o seu muro não pode ser destruído. O povo zeloso e de boas obras, não pode perder o bom cheiro de Cristo. Vivemos em um mundo corrompido, mas nossos olhos estão voltados para Jesus, o autor e consumador da nossa fé.
FONTE/AUTOR: Artigo publicado na coluna "AD em pauta" do Mensageiro da Paz de 1 a 15 de Maio de 2000, pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, Presidente da CGADB.
Foi a graça e bondade do Senhor que nos fez chegar a este ponto de destaque, entre os demais segmentos pentecostais, como vemos neste dia. Isso, contudo, nos leva a refletir, mais uma vez: por que não mudamos, ou por que não podemos mudar? Primeiro, porque Deus é o mesmo.
Sabemos que em cada período da história há sempre vários fatos que se destacam no mundo da moda, esportes, comunicação, política, etc. Alguns tecnocratas chamam isso de dinâmica. Já Salomão, o homem mais sábio da Bíblia, chama de mesmice, círculo vicioso, ou meramente de vaidade.
Essa palavra tem o sentido de futilidade, ou vã ilusão, para ser mais exato com os originais.
"O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol" [Eclesiastes 1.9].
Esta é a conclusão que chega o velho pregador.
Não podemos, simplesmente, mudar por causa das intempéries do tempo, ou por causa das alterações lunares, ou por causa das alterações no mundo da moda. João, o apóstolo amado, disse que o mundo passa e a sua concupiscência, somente aquele que faz a vontade de Deus é que permanece para sempre [1 João 2.17]. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, foi muito claro ao afirmar que não devemos atentar para as coisas que aparecem diante de nossos olhos, "porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" [2 Coríntios 4.18].
Para que se tenha um ministério perene, é necessário atentar para a imutabilidade divina. Dessa forma não podemos ficar reféns das mudanças comuns do mundo em que vivemos.
Precisamos ter uma postura segura, bem definida, para não sermos acusados pela história de lânguidos, elásticos, ou que, simplesmente cedem às presses impostas pela mídia, como se submissos fôssemos dela, por causa do exemplo histórico.
Basta voltarmos atenção para a Europa, antes celeiro de missionários, berção dos grandes avivamentos. De lá surgiram os maiores heróis da história de missões, os maiores pregadores, escritores e avivalistas.
O que vemos hoje? Igrejas fechadas, outras com enormes placas de venda, outras já vendidas para mesquitas muçulmanas, outras simplesmente transformadas em ambientes para assistências sociais, o que é menos mau. Para onde foram aqueles crentes cheios do Espírito Santo? Outra geração surgiu que não conheceu o Senhor.
Um missionário inglês que por aqui passou, afirmou: "Tenho medo que aconteça com o movimento pentecostal do Brasil o mesmo que aconteceu com a Inglaterra".
Sim, os líderes pentecostais dos países da Europa deixaram que o secularismo se infiltrasse dentro da Igreja Como joio lançado no meio do trigo. O joio cresce junto com o trigo, chegando a ponto de ser difícil identificar um do outro.
Não é nossa intenção aqui depreciar o passado desses povos europeus, pois, nós mesmos, somos frutos do esforço daqueles servos de Deus. A intenção aqui é chamar a atenção para não cairmos na mesma cilada e retribuirmos agora, com missionários cheios do Espírito Santo, que levantem a bandeira do Pentecostes.
FONTE/AUTOR: Artigo publicado na coluna "AD em pauta" do Mensageiro da Paz de 16 a 30 de Junho de 2001, pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, Presidente da CGADB.
NA BÍBLIA: DISSE JESUS:
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." [Atos 2.42].
(ƒ) Copyfree 2004-2007 - Development by: paulorferreira@gmail.com - First/Last: 15/05/2004 - mudanca.php-01/02/2010