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AD - Interlagos - Min. Belém
"E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens." [Lucas 2.10-14].
Não há nenhuma evidência histórica da comemoração do Natal nos tempos dos apóstolos.
As tradições do Natal variam consideravelmente de um país para outro.
No norte europeu, percebe-se a fuso da concepção cristã do Natal com a festa pag local do solstício do inverno. Por conseguinte, influíram sobre o caráter das festividades natalinas, por um lado, a festa nórdica, que implicava em um culto aos espíritos ancestrais; e por outro, as saturnais romanas. Essas festividades constituem, na maior parte, cerimônias não oficiais. Segundo alguns estudiosos, a representação do nascimento de Jesus no presépio foi introduzida na igreja por Francisco de Assis.
O hábito de dar presentes no Natal é de origem nórdica.
Na tradição francesa, é o Bonhom-me Noel (correspondente ao Papai Noel) quem desce do céu trazendo presentes para as crianças boas, enquanto seu companheiro Pére Fouet-tard açoita as más. Às vezes, é o próprio menino Jesus quem traz presentes.
Em outros países, quem traz presentes é Nicolau ou Santa Claus. Em muitas regiões, porém, a doação de presentes não acontece no Natal, mas na festa de ano-novo.
A árvore de Natal parece de origem relativamente recente, talvez de uns 150 anos.
Surgiu na Alemanha, sendo sua tradição paralela provavelmente à da árvore de maio, bem mais antiga. Na véspera de Natal, a árvore é enfeitada de brinquedos e objetos brilhantes, e no topo costuma-se colocar a estrela de Belém ou um anjo com um trombeta.
As luzes na árvore são talvez uma reminiscência da festa judia de hanucah, também chamada de Festa das Luzes. Segundo outros, seria ainda um vestígio da festa de solstício.
Nos países de origem céltica, costuma-se suspender um ramo de árvore, simbolizando o carvalho mágico dos celtas. Em diversas regiões, a moça que passar sob o ramo poderá ser beijada pelo companheiro.
Inúmeros outros costumes são tradicionais na noite de Natal, variando de um a outro país, porém não iremos citá-los.
Com relação a história da religião, podemos frisar aqui a pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o qual nasceu em Belém da Judéia, aproximadamente em 4aC (os primeiros cálculos sobre a data de seu nascimento estavam errados em alguns anos).
Sobre a vida de Jesus, temos à nossa disposição fontes que nos informam quem Ele era: de modo geral, o Novo Testamento, que foi escrito pelos seus discípulos, cerca de 30 a 60 anos após a sua morte. Porém, certas confirmações foram obtidas na obra de escritores gregos e romanos que estudaram aquela época.
Segundo a tradição, Jesus teria nascido no solstício do inverno do ano laC, sendo circuncidado uma semana depois, data tomada para início da Era Cristã. No entanto, os estudiosos e cronologistas afirmam que seu nascimento deve ter ocorrido entre os anos 4 e 8aC.
O dia parece ser igualmente arbitrário e simbólico. Acreditam alguns que se tenha fixado o de 25 de dezembro, em uma tentativa de identificar Jesus Cristo com Mitra, divindade solar adorada por muitos dos habitantes do Império Romano, identificação que seria útil do ponto de vista da aceitabilidade da nova religião.
E bom lembrar que não há nenhuma evidência histórica da comemoração da festa do Natal nos tempos dos apóstolos. Basta dizer que, no terceiro século, Hipólito e outros se mostraram duvidosos quanto à data do nascimento de Jesus.
Comemorou-se o Natal em datas como 28 de março, 18 e 19 de abril, 20 de maio (data aceita por Clemente de Alexandria), 6 de janeiro e outras.
Saibamos ou não a data do Natal, não faz mal comemorá-lo no dia 25 ou em qualquer outro dia. O que importa mesmo é o espírito com que o fazemos e, mais ainda, seja permitimos que Jesus nascesse em nossos corações e se o celebramos todos os dias em nossas vidas.
Edmilson de Souza Pires é professor de Hermenêutica, Exegese, Tipologia e Filosofia do Seminário Teológico da AD em Belém (PA). Artigo publicado na revista Pentecostes - CPAD - Dezembro / 2001.
NA BÍBLIA: "E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens." [Lucas 2.10-14].
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