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AD - Interlagos - Min. Belém

A BATERIA
- E os cantores Hemã, Asafe e Etã se faziam ouvir com címbalos de bronze", 1 Crônicas 15.19. Das dezenas de referências bíblicas que mencionam instrumentos de percussão, chamou-me a atenção o versículo acima, porque embora estivessem tocando instrumentos estridentes, o faziam com habilidade para não encobrir suas vozes. Temos aí um exemplo claro do "equilíbrio" musical exercido por estes músicos, que nos deixam a lição da "temperança" que os nossos bateristas precisam exercer.
- A bateria é um conjunto de instrumentos de percussão executados por uma só pessoa. Quando usada com habilidade, conduz o ritmo desde os menores conjuntos até as grandes orquestras. A bateria tem por instrumentos básicos o bombo (ou bumbo), a caixa, os tom-tons e diversos pratos, exige do seu executante independência rítmica para os quatro membros do corpo em ação, tornando-se certamente no instrumento que mais exige coordenação motora.AFINAÇÃO
- Sérios transtornos e péssimo som produz o baterista que não sabe afinar a sua bateria. Tendo muito cuidado com os pratos que vai escolher, deve pacientemente cuidar dos demais componentes, "filtrando" os harmônicos indesejáveis, abafando nas beiradas o excesso de som causado pelo couro que cede nestas partes. A ressonância tem que ser evitada, e os seus graves serem bem aproveitados para a suavidade do som.
- Depois de bem ajustada a bateria, é neste item que muitos bateristas cometem os seus maiores erros. O baterista deve, em primeiro lugar, estar plenamente sincronizado com os demais músicos, respeitando a célula rítmica, sendo muito ponderado nas preparações, lembrando sempre que pausa também é música. O bumbo deve sempre combinar com o baixo, e as preparações serem bem conscientes e seguras. A firmeza do baterista não está no seu volume de som, mas na sua confiança.
- O bom baterista, sabe o que está fazendo, como é a introdução do hino, estrofe, coro, interlúdio e final. Acompanha a música. Não se perde. O baterista é responsável pelo andamento da música, observando com atenção e preciso os rallentandos ou accellerandos presentes no arranjo musical. Caso não os tenha, deve ser preciso como o tic-tac de um relógio. Por esses motivos deverá estudar e ensaiar sozinho, com ajuda de metrônomo, ou fone de ouvido em boas gravações, além dos ensaios em conjunto para um perfeito entrosamento.
DINÂMICA
- Em diversas igrejas nos Estados Unidos já se vê biombos transparentes isolando a bateria, para evitar o excesso de som, e está chegando ao Brasil este recurso que sem dúvida ajudará muito os nossos ouvidos. Pequenas congregações sofrem com bateristas incautos que não sabem dosar o seu toque para equilibrá-lo com os demais instrumentos, e em vez de som, temos barulho.
- Também é necessário extrema sensibilidade para acompanhar os diferentes planos de som de um determinado hino. Em muitos casos, o hino pode começar bem suave, com pequenas participações de "chimbau" e os pratos. Depois poderá vir a marcação do ritmo, mas usando a "borda" da caixa, até os momentos mais expressivos, onde o som da caixa e alguns ataques dos pratos serão oportunos.
- Por diversos motivos, encontramos regiões no Brasil onde a liderança criou um preconceito quanto à bateria. No entanto, a criação é divina e estava presente no rancho dos profetas em l Samuel 10.5 e nas mais diversas referencias à tambores, tamboris, adufes (pandeiros), címbalos (pratos), sempre em equilíbrio com os demais instrumentos da época. O problema não está no instrumento e sim no instrumentista.
FONTE/AUTOR: Misael Passos, maestro na AD em Curitiba (PR). Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz de Out/1997.
NA BÍBLIA: "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR." [Salmos 150.6].
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