MÚSICA - GUITARRA
Guitarra - Instrumento de valor
Sem dúvida, a guitarra é um dos instrumentos mais conhecidos e usados em nossas igrejas nas últimas décadas. Descendente do violão eletrônico, na década dos 60, se tornou um instrumento popular e apreciado pelos músicos em geral. É sempre útil ao guitarrista que numa pequena congregação conduz hinos congregacionais, corinhos e hinos avulsos.
É melhor o irmão leigo tocando seu instrumento do que o músico profissional do play-back, que em muitos casos não é evangélico. Em diversas gravações há músicos descrentes gravando CDs evangélicos sob o efeito de drogas, num ambiente carnal e até diabólico. No entanto, o guitarrista deve tomar alguns cuidados para realizar com maior zelo a obra de Deus no ministério da música.
Afinação - Hoje. com os afinadores eletrônicos a precisão é máxima, mas não é tudo. Só um perfeito ajuste de cada corda irá precisar a distância entre seus extremos, e a afinação de cada nota. Naturalmente que as cordas enferrujadas não aceitam ajuste nenhum, e encordoamento novo necessitarão sucessivos ajustes até que funcione bem.
Execução - Por ser um instrumento polifônico (até seis sons simultâneos), há estudiosos que editaram métodos com até 13 mil acordes. Pessoalmente, acredito que até 2 mil acordes é um vasto conhecimento com inúmeros recursos musicais. Com um mínimo de 300 acordes, conhecendo suas funções e seus nomes, o guitarrista estará fazendo um importante trabalho musical.
Não é difícil encontrarmos guitarristas com um domínio básico dos principais movimentos de harmonia e ritmos suficientes para execuções mais simples. Infelizmente, também se vê músicos que não se dedicam ao estudo, não sabem o que tocam, não lêem cifras e não escrevem o que tocam, numa confusão musical que ninguém entende.
Guitarra solo - A preferência de alguns é o destaque do solo, das introduções, interlúdios, finais e contracanto. Se bem executados, com bom senso c bom gosto, tornam a música mais apreciável. No entanto, não é raro vermos os solistas estarem despreparados, sem preocupação nenhuma com a base, sem conhecimento harmônico, dizendo que não são "basistas". Não haverá um bom solista, se não for antes um excelente basista. Além de conhecer cada acorde, cada seqüência, terá de usar a sua criatividade musical em desenvolver frases melódicas que se ajustem perfeitamente à harmonia em curso. O despreparo e o contra-senso de alguns atingem proporções inadmissíveis nesta área. prestando em "desserviço musical".
Interpretação - Depois de bem estudado, bem ensaiado, é hora dos ajustes finais com a interpretação do hino. explorando sua dinâmica para deleite dos que ouvem, sem agredir a congregação que deseja ser conduzida a louvar ao Senhor.
O timbre deve ser bem escolhido de acordo com o hino ou trechos do hino. Pedais de efeito, se bem usados, podem enriquecer a música ou destruí-la. O "over-drive" (distorção) é desaconselhável na maioria das vezes. Com volume exagerado, se torna insuportável, pois não expressa dinâmica numa intensidade contínua e ensurdecedora. Infelizmente, alguns não se do conta disso. Se houver habilidade, ajuste adequado e timbragem própria para o reforção de alguns trechos musicais fortes ou fortíssimos, o bom guitarrista poderá enriquecer o contexto musical usando esse recurso.
Parabéns aos diversos irmãos zelosos com sua atividade musical, que enriquecem nossos cultos com seu empenho em servir ao Senhor da melhor maneira. E que Deus desperte corações para o ministério da música, usando guitarras bem afinadas, bem executadas, bem interpretadas, e o nome do Senhor será louvado sempre.
AUTOR: Misael Passos, maestro na AD em Curitiba, PR. Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz de 1997.
NA BÍBLIA: "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR." [Salmos 150.6].